CANTINHO MÁGICO

sábado, 22 de setembro de 2007

Coincidências, Sincronicidades, Habilidades

Coincidências, Sincronicidades, Habilidades
por Vera Ghimel -

Uma amiga me contava que há um tempo, quando ainda não havia despertado para a espiritualidade, lera um texto sobre coincidências, sincronicidades e habilidades. Achei um bom tema para explorar.

No passado, a humanidade qualificava os acontecimentos como coincidências. Com a chegada da teoria junguiana, e mais tarde da física quântica, passou-se a definir a vida como possibilidades sincrônicas. O Universo está pronto com as infinitas possibilidades, nós é que precisamos nos afinar com ele para desfrutar dessa parceria. Hoje, o que estamos buscando são as habilidades. Não só estarmos receptivos às sincronicidades como estimular esses movimentos sincrônicos, o que nada mais é do que co-criar.

O que nos impede de poder interferir com o natural movimento sincrônico é apressar os acontecimentos. Precipitar o que “achamos” ser o melhor pra nós para obtermos os resultados pretendidos. Vou exemplificar: consideremos que você queira viver um grande amor e que já focalizou o pretendente pelos olhos. Ele ainda não sabe de seu interesse, mas você já o idealizou no posto de ser o marido ideal. Fica, então, pedindo ao Universo que facilite as circunstâncias necessárias para a aproximação.
Ele, por sua vez, está meio “avulso” e aberto a novas experiências, o que viabiliza a realização do início do seu desejo. Quando começam a se relacionar, você percebe que não é nada daquilo que imaginava. Rompe-se, muitas vezes, o relacionamento com mágoas, o que poderia ter sido melhor se fosse de amizade (isso serve também para os homens).

Emprego, casa, carro, profissão, relacionamentos, sucesso poderão se tornar um pesadelo pela forma como são buscados. Pedir não é o problema, pois o Universo dá sem questionar ou julgar o pedido. O problema é receber e administrar. Estar “comprometido” com o seu pedido. Querer e desejar são verbos que podem traduzir momentos passageiros. Quantas vezes queremos algo e logo depois desistimos? Somos muitas vezes como crianças com vontades e desejos passageiros, sem atinarmos para as conseqüências deles.

Mas como saber se o nosso pedido ao Universo pode ser algo de ruim pra nós? Simples: Se queremos ter estabilidade financeira pedimos que estejamos naquele momento comprometidos com a abundância e prosperidade em nossa vida e que o Universo traga tudo de melhor.

Vou contar uma história de um amigo próximo que só dizia que queria um carro esportivo do tipo utilitário e teria que ser branco. Ficou perseguindo esse desejo pela palavra de co-criação com o Universo e só apareciam carros de outras marcas e de outras cores. Chegou a ter um vermelho, mas não desistiu. Queria porque queria!
Pois bem, conseguiu aquilo que ele achava ser o melhor pra ele. Por algum motivo que eu não sei bem explicar, a partir dali começou uma descida em sua vida pessoal, financeira, emocional e espiritual, fazendo com que ele desaparecesse de circulação em profunda depressão. Seu carro esteve parado em sua porta por mais de 2 anos, até ser rebocado, recentemente.

Outro caso que conheci e que foi parar na televisão foi o do brasileiro que decidiu, há muitos anos, ir para os EUA para ser ator. Queria ser rico e famoso, em Hollywood, na Flórida, e achava ser pela porta da arte cinematográfica. Penou com a carreira de ator (fez formação lá) por um bom tempo. Foi quando decidiu fazer medicina e hoje se tornou o maior cirurgião plástico, rico e famoso, em Beverly Hills, na Califórnia.

Às vezes teimamos com algo que não é o caminho mais indicado para obtermos o mesmo resultado, ou melhor. Para cada um de nós, a forma de aprender é diferente, por nosso próprio desejo. Se para uns a riqueza virá do sucesso profissional, para outros será através de uma loteria ou mesmo herança. Nós precisamos pedir ao Universo e se comprometer em recebê-lo, mas sem perder de vista o caminho que o Universo nos trará.
Precisamos nos responsabilizar pela administração de tudo recebido e agradecer sempre. Lembrando que montamos o nosso projeto de reencarne com o que entendemos ser o melhor pra nós e este não é submetido a nenhuma apreciação, nem de Deus.
Assumimos a forma com que queremos reencarnar e viver as experiências aqui, o que não garante que seja um projeto eficaz. Podemos renegociá-lo (breve ensinarei como, no meu livro "Renegociando o Karma") e mudar a forma desse aprendizado ser vivido. Salvo as situações em que a pessoa vem com limitações indicando que não quer interferências. Mas, mesmo assim, podemos ver se há um jeito, pois temos o direito de reestruturar a nossa passagem por aqui. Basta mantermos a essência do aprendizado.

Lembre-se: sofrimento nada mais é do que a ante-sala do que realmente sentimos. Se atravessarmos o “medo de sentir” (sofrimento), entraremos nos verdadeiros sentimentos que muitas vezes protegemos por muitos anos. O sofrimento é a certeza da porta fechada que não nos deixa ter contato com o que é. Vencidos os obstáculos, estamos aptos para viver nossas habilidades e co-criarmos com o Universo.

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